Porém, a DICE sentiu que estava na altura de elevar os padrões e de brindar uns fãs, após inúmeros spin-offs, com uma verdadeira continuação do seu shooter. Desde que foi apresentando, muita foi a expectativa criada à volta de Battlefield 3, graças ao trabalho minucioso que a DICE teve ao produzir Battlefield 3. Mas será que a produtora sueca cumpriu com o prometido?
Nome: Battlefield 3Plataformas: PC [versão analisada], PS3 e Xbox 360
Distribuídora: Electronic Arts Portugal Data de lançamento: 28/10/2011 PVP Recomendado: 49,99 |
Um das grandes novidades – se pensarmos que estamos perante a continuação do Battlefield 2 – passa pela inclusão de uma campanha a solo. Pela primeira vez, a série Battlefield teve direito a uma narrativa, após várias tentativas em jogos como Battlefield: Bad Company e Battlefield: Bad Company 2. Como não poderia deixar de ser, a história envolve um soldado norte-americano, terroristas russos e conspirações contra a América. O nosso personagem, o sargento Blackburn, foi posto numa sala para ser interrogado pelos serviços de segurança interna, onde iremos voltar atrás no tempo e reviver cada uma das missões em que esteve envolvido por forma a evitar a conspiração que paira no ar.
A inclusão de um modo cooperativo vem ajudar a esquecer o single-player. Até um máximo de quatro jogadores podem jogar nas seis missões disponíveis, onde os seus objectivos variados e a sua linearidade irão fazer com que muitos desfrutem mais deste modo do que a campanha. Os seis mapas são retirados de localizações do modo “secundário” e metem os jogadores a cumprir objectivos que vão desde destruir um determinado alvo a defender um um ponto no mapa, enquanto enfrentam muitas vagas de inimigos. O desafio oferecido por este modo suplanta definitivamente o da história, oferecendo cerca de 15 minutos de intensa acção e sem checkpoints. Para ajudar a equilibrar as coisas, estão inúmeras caixas de munições espalhadas pelos níveis, para além da possibilidade de podermos “devolver” a vida aos nossos companheiros.
Battlefield 3 continua o trabalho desenvolvido em jogos anteriores e expande-o para algo em grande escala e mais intenso que nunca. Com o regresso das batalhas com 64 jogadores na versão PC, Battlefield 3 consegue facilmente ser a maior e melhor experiência disponível actualmente no mercado. O caos e a ferocidade vividos nestes encontros multijogador parece que nos coloca directamente no meio de um conflito, imergindo-nos na acção de uma maneira impressionante.
Continuando o trabalho de instalações anteriores, a produtora incluiu algumas alterações nas classes, tornando-as mais versáteis. Existem, portanto, quatro classes por onde escolher – Assault, Engineer, Support e Recon. Cada uma destas classes foi reestruturada para colmatar a não comparência das outras (Medic, Anti-Tank,etc...), sendo galardoadas com todo um role de gadgets específicos para cada uma. Desta vez, cabe à classe Assualt dar vida aos companheiros de equipa, enquanto que a classe Support terá de fornecer munições e valentes rajadas de tiros (o chamado fogo de supressão). Mais uma vez, a DICE dá primazia ao trabalho de equipa, graças ao aprimorar destas quatro classes, tornando o jogo mais balanceado. Posso-vos dizer que do que joguei, não notei que alguma destas classes fosse overpowered.
Para além dos habituais modos de Team Deathmatch, o jogo conta com o clássico Conquest, onde os jogadores terão de capturar bandeiras por forma a reduzir os tickets da equipa adversária, e o muito popular modo “Rush”, em que a equipa atacante terá de destruir estações M-COM, enquanto a outra terá impedir que isso aconteça. A destruição de uma estação M-COM irá desbloquear uma nova zona do mapa. Estes dois modos - e não é por acaso são os mais populares – funcionam eximiamente com os mapas enormes incluídos em Battlefield 3. O sentimento que nos emerge num conflito de grande escala volta aqui a mostrar-se, e estes são definitivamente os modos que vincam a personalidade de Battlefield 3.
À disposição do jogador está um número considerável de veículos, que sempre fizeram parte desta franquia, e que influenciam o resultado de uma forma bastante considerável. Isto acontece, porque a utilização destes veículos está dependente de alguns factores como a habilidade do jogador que os controla e o trabalho de equipa. Imaginando duas equipas perfeitas, iremos ter a oportunidade de assistir às melhores batalhas de sempre, onde um pequeno pormenor pode decidir o resultado dessa ronda. A habilidade de se poder fazer spawn junto dos líderes de equipa, evita a tediosa corrida num mapa enorme e que, na maioria das vezes, resulta numa morte certa. Porém, e se no vosso caso não gostam de conflitos com muitas pessoas, existe a possibilidade de personalizar o número de jogadores (16/24/32/64).
O controlo destes veículos é relativamente intuitivo e os jogadores não irão encontrar grandes dificuldades em adaptar-se aos diferentes tipos. Isto é um facto, e se são jogadores dos títulos anteriores, a vossa adaptação não irá necessitar de grande destreza da vossa parte.
A credibilidade dos acontecimentos supracitados, advém, também, da apresentação de um grafismo soberbo. Battlefield 3 tornou-se a nova referência dos tempos actuais. O jogo fornece tanta informação visual que mesmo passadas largas horas, nós ainda continuamos a descobrir novos pormenores que nos deixam de boca aberta. Seja a explosão de uma granada que faz abanar as folhas das árvores, a nuvem de pó que se levanta após o disparo de um tanque ou o pó e as pintas que se vão acumulando no ecrã do nosso jogador e que são reveladas quando a luz incide sobre nós, fazem deste jogo um “must”.
É que não é só o grafismo que está soberbo. Nota-se de longe a importância dada à componente sonora dada pela produtora sueca. Mesmo sem sistema de som, este jogo consegue impressionar o ouvido menos atento. Nunca um jogo apresentou explosões ou disparos tão realistas como Battlefield 3. A excelência está na maneira em como os sons são apresentados e variam mediante do ambiente que nos rodeia. Por exemplo, se vocês se encontrarem a disparar num sitio que favorece a acústica, nós iremos ouvir o eco provocado pelos disparos. E o mesmo se aplica às munições a rasarem a nossa cabeça ou a irem ao encontro de uma pedra ou blindado. É simplesmente fantástico.
90
Excelente
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